A respiração marcava o tempo que escorria pelo ralo que haveria de engolir-lhe, ao fim, a esperança. Por isso, ela tentava não respirar. Involuntariamente. Até o ponto em que as narinas enchiam-se de inevitabilidade, vorazes. - Que assim fosse, comandava-lhe o cérebro. Sem que o assentisse o coração.
Ele não chegaria. Da mesma forma que os seus sonhos, planos e desejos mais simples.
De medo, já nem olhava o relógio.
Avestruz, com a cabeça chafurdada numa lata de refrigerante, à entrada do cinema. Sob os olhares-mundo dos mudos.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 21 de fevereiro de 2016
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