Ela correu pelos ventos, saltou obstáculos, esgueirou-se no escuro. Mas, enfim, ele a alcançou. O cansaço. Com seus olhos vermelhos que um dia foram brancos, antes do tempo os encrudescer. Trazia rugas que arrastavam o insopesável.
O cansaço, que a tomava pelo braço, não era a dieta que nega o doce. Era o enjoo, a angústia. De quem comeu mais do que devia. Ou tentou mais do que poderia. E a levava de volta à trilha mesma por onde veio. A ela: tão farta de si e dos seus dias que não resistiria em cores vivas.
De teima, ainda virou as costas. Arrancou o coração. E o arremessou ao preservado longe.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
sábado, 30 de julho de 2016
domingo, 10 de julho de 2016
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Poema de Halloween.
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