pulou da caixa dos temores
para o meio da rua
era como se esta rua
já nem fosse mais tão minha assim.
Então, me recusei a pisar no chão,
pulando, por sobre galhos de planta
e ombros de amigos desesquecidos,
que ficaram pesados de tamanho chorar...
Foi quando ele veio, me jogou no chão
e trocou meus olhos.
Aí eu vi um caminho refeito
de fantasmas apequenados pelo coração sereno
que faz novas todas as coisas
e transforma noites em manhãs.
Todo dia.
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