Talvez eu tenha algo a dizer sobre o tempo que passa que ultrapasse as pequenas ganâncias que moram em mim e querem dominar o mundo. Sempre inatingíveis.
Talvez eu fale ao tempo que já não me incomoda que ele siga passando tanto assim. Que não me incomoda que carregue para longe os amigos - seja para outras paisagens, ou para além da vida. Que eu estou sentada e bem confortável vendo as ondas do mar. Quebrando.
Talvez eu diga o quanto amei voar rasante de asa delta por emoções que desafiaram a minha paz. Ou ler, comer, vestir e cantar o que havia de mais divertido na modinha. E que já não me fazem falta as extravagâncias irreverentes, ou o mais novo caos político extenuante dos trending topics.
Estou bem. Sóbria. De resto, guardei minha única e própria cor. Se os anos não me assustam, é porque já não há sonho algum que seja grande o suficiente para não caber em mim. E, no dia em que eu não mais for, posto vazia a plateia, nem que seja a cortina que encerrar o ato sorrirá ao meu fim.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Poema de Halloween.
Aqui jaz uma poetisa descalça de um pé, procurando o outro sapato. Atrasada até para passar o café, tem no encalço uma pequena filha cont...
-
Quando o meu pior medo pulou da caixa dos temores para o meio da rua era como se esta rua já nem fosse mais tão minha assim. Então, me...
-
Aqui jaz uma poetisa descalça de um pé, procurando o outro sapato. Atrasada até para passar o café, tem no encalço uma pequena filha cont...
-
Talvez eu tenha algo a dizer sobre o tempo que passa que ultrapasse as pequenas ganâncias que moram em mim e querem dominar o mundo. Sempre ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário