O meu pai é a linha que me costura os pés ao chão para que eu não desista de voar: ele mantém a lei da gravidade. O meu pai sempre foi - e será, sempre - quando encontro dentro de mim os traços retos que me organizam os sentidos mais contundentes. Arquivo e guardo o que for cabível. E que se lance fora o pó daquilo que já não tiver utilidade.
Ele tem gosto de feijão. Como mágica, cresce cada dia mais dentro de mim, quando pelo raciocínio e lógica realizo um sonho. Como teima, contesta todos os dias as minhas vontades, para me treinar a força com que as devo realmente querer ou não.
O meu pai fala mais alto do que o mundo inteiro sem uma única palavra.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 13 de novembro de 2016
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