Minha mente tem espaço e gavetas, mas é bagunça o puro suco do meu coração.
Tem amor. Um resto de orgulho engolido, que ficou por ali, engordurado. Mágoas esquecidas, como remanescentes tampinhas de garrafa KS descartadas há um milênio. Machucam o pé.
Tem culpas. Enormes. Por coisas que nem fiz. Por não ter dado ou por ter fixado demais a atenção. Por não ter segurado e também por ter soltado a mão.
[Não. Quando. Quanto.]
Na falta de ré, sobe a poeira táctil da imaginação - espirra, tosse, escarra.
Bombeia esse sangue em meu corpo. Me bombardeia. Faz-se onda a querer invadir o andar da organização. Ou leite que ferve.
- É caso de faxina. Sou eu. É comigo. Mas digam no RH que foi virose!