O papel em branco
pode ter qualquer cor
desde que espelhe a alma.
(Ou coisa que por ela ande.)
O que amo em ti
- não houvesse palavra -
escreveria igual:
Para ler a mordidos lábios.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Enquanto.
Ele a amava
como se espera uma fruta amadurecer no pé. Porque não estavam prontos. Num
mundo em pó solúvel instantâneo.
Tinha dia que chovia, dia que fazia sol. Sobretudo, tinham dias. Com vinte e quatro horas, de sessenta minutos cada. E se ele a esperava contando as gotas e os fios de sol, contando os segundos, era porque tinha certeza no coração.
Por amor é que regava as plantas do quintal, como se fosse obrigação diária. Ele - que sempre estava com pressa demais. Parava ali seus instantes melhores, sob um céu laranja de amores certos e temporãos.
Apaixonado.
Tinha dia que chovia, dia que fazia sol. Sobretudo, tinham dias. Com vinte e quatro horas, de sessenta minutos cada. E se ele a esperava contando as gotas e os fios de sol, contando os segundos, era porque tinha certeza no coração.
Por amor é que regava as plantas do quintal, como se fosse obrigação diária. Ele - que sempre estava com pressa demais. Parava ali seus instantes melhores, sob um céu laranja de amores certos e temporãos.
Apaixonado.
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