segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Poesia crua. (Ou: Poema para Fábio Maciel)

O papel em branco
pode ter qualquer cor
desde que espelhe a alma.

(Ou coisa que por ela ande.)

O que amo em ti
- não houvesse palavra -
escreveria igual:

Para ler a mordidos lábios.

Enquanto.

Ele a amava como se espera uma fruta amadurecer no pé. Porque não estavam prontos. Num mundo em pó solúvel instantâneo. 

Tinha dia que chovia, dia que fazia sol. Sobretudo, tinham dias. Com vinte e quatro horas, de sessenta minutos cada. E se ele a esperava contando as gotas e os fios de sol, contando os segundos, era porque tinha certeza no coração. 

Por amor é que regava as plantas do quintal, como se fosse obrigação diária. Ele - que sempre estava com pressa demais. Parava ali seus instantes melhores, sob um céu laranja de amores certos e temporãos. 

Apaixonado.

Poema de Halloween.

 Aqui jaz uma poetisa descalça de um pé, procurando o outro sapato.   Atrasada até para passar o café, tem no encalço uma pequena filha cont...