Ele a amava
como se espera uma fruta amadurecer no pé. Porque não estavam prontos. Num
mundo em pó solúvel instantâneo.
Tinha dia que chovia, dia que
fazia sol. Sobretudo, tinham dias. Com vinte e quatro horas, de sessenta
minutos cada. E se ele a esperava contando as gotas e os fios de sol, contando
os segundos, era porque tinha certeza no coração.
Por amor é que regava as plantas
do quintal, como se fosse obrigação diária. Ele - que sempre estava com pressa
demais. Parava ali seus instantes melhores, sob um céu laranja de amores certos
e temporãos.
Apaixonado.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
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