domingo, 27 de setembro de 2015

Ritual.

Quando ele me telefona,
eu sei sempre
o que às vezes não sinto.

É como uma certeza mimetizada em fios de cobre
onde pousam e voam passarinhos
e borboletas de estômago...

domingo, 13 de setembro de 2015

Poesia crua. (Ou: Poema para Fábio)

O papel em branco
pode ter qualquer cor
desde que espelhe a alma.

(Ou coisa que por ela ande.)

O que amo em ti
- não houvesse palavra -
escreveria igual:

...

(Para ler a mordidos lábios.)

Poema de Halloween.

 Aqui jaz uma poetisa descalça de um pé, procurando o outro sapato.   Atrasada até para passar o café, tem no encalço uma pequena filha cont...