quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Concurso público.

Sobressalente, para a figurinha repetida do álbum não havia festa. Não havia espaço. Nada além da mera constatação de que ela era adequada, mas inútil. Só lhe restaria ficar de canto, servindo de moeda de troca para os meninos do bafo, ter seus ladinhos remexidos para que se revirasse com mais facilidade e sujeitar-se a muitíssimos sopapões com estampido de ar. Figurinha vacuosa. Substituível. Como tantas, numerosa demais.

E olhem que nasceu pensando ser a única, só por ser a mais bonita do seu pacote.

Poema de Halloween.

 Aqui jaz uma poetisa descalça de um pé, procurando o outro sapato.   Atrasada até para passar o café, tem no encalço uma pequena filha cont...