domingo, 27 de novembro de 2016

Alfazema.

A mais bela mão que segure o tempo em um pouco transforma-se no tremor ressequido de um afã. Belo sim, porque um dia o foi. E a beleza é perfume verdadeiro, que fica mesmo quando se vai.

Finda a correria, o semblante é feliz se, dada a largada, já o era. São iguais sempre as duas faces da mudada moeda. O velho brinquedo é novo sempre que a criança descobre de brincar. Ainda quando por imaginação, se adiantados os anos.

Aos menos é o que hoje, quando recebeu flores, a jovem mão envelhecida ouviu das sábias pétalas que anteviu caírem, entre sussurros e enternecidos gemidos. Nua de segredos. Evidente por si. A beleza era, então, conquista a qual nunca alcançam os que se regam do medo de um dia murchar.

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