Ele a amava como se espera uma fruta amadurecer no pé. Porque não estavam prontos. Num mundo em pó solúvel instantâneo.
Tinha dia que chovia, dia que fazia sol. Sobretudo, tinham dias. Com vinte e quatro horas, de sessenta minutos cada. E se ele a esperava contando as gotas e os fios de sol, contando os segundos, era porque tinha certeza no coração.
Por amor é que regava as plantas do quintal, como se fosse obrigação diária. Ele - que sempre estava com pressa demais. Parava ali seus instantes melhores, sob um céu laranja de amores certos e temporãos.
Apaixonado.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
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