Ela poderia não abrir a janela. Mas, se abrisse, o vento da manhã a invadiria com as certezas mais irrefutáveis. Docemente. Ao grasnado dos passarinhos.
Seus olhos fechados tentavam construir pesadelos. Ainda inebriados de uma turvez noturna. Qualquer coisa seria melhor do que acordar e contar as calorias do cereal, ou lembrar do chefe.
Mas é que lá fora, enquanto o sol esquentava os carros que evaporavam os segundos parcos do dia no vai-não-vai dos sinais de trânsito, reinava rotineiro o azul do céu. Em animada animosidade. Como quem reclama do preço daquilo que sabe que nunca vai faltar.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 14 de fevereiro de 2016
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