No dia em que ele a ameaçou com flores, ela ficou brava como não se pôde entender. É que cada pétala era intrínseco dardo, num assalto qualificado de coração.
E, por ter-lhe trancado dos sentimentos a porta, as flechas então cravadas a doíam. Sangradas. Sem que a ele fosse imputada qualquer tipicidade.
O que mais sei é que, por agonia, ela o procurou. Abriu-lhe a carteira. Entregou identidade, impressões digitais e tudo de mais valor que em si existia. Desde então, e para sempre, a tiveram por desculpavelmente feliz e louca.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
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