domingo, 10 de janeiro de 2016

Verde, a esperança é minha!

Já era tarde, e mesmo assim o papagaio-louro-do-bico-dourado dava bom dia, como quem persistia ao repetir. Envoltas em amarelo, às suas cinzas pálpebras cerradas fugia o céu azul do sempre nunca. Elas escondiam seus olhos. Ele tinha as asas cortadas.

Para que não voasse.

Mas era pássaro.

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