Ele era fraco. Autocentrado. E, de muitas maneiras, o culpado. Por descuidos que atingiam ela e por outros que não a atingiriam também - posto estarem conectados em inconsequente sintonia.
Ela achava que eram uma dupla, ele sabia que não. E era por pura maldade que não a jogava ali mesmo: do precipício. Negando-lhe, procrastinando-lhe, a agoniante libertação pela verdade do desexistir em pluralidade.
Até o momento em que ela caiu. E existem alturas das quais já não esperamos que pessoas apareçam para nos salvar mesmo.
Distraído, solitário e completo, o alpinista alcançava, naquele instante, o cume da montanha do eu. Repleto e sublime.
E foi por não ter encontrado ninguém e nada em que segurar que a mochila descobriu que era pássaro.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
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