E não era a primeira vez que, em suspiro fundo, tudo que ela conseguia conceber é que Ele é. Mesmo que ela não fosse.
Dentro de si, compreendia: Ele é. E Sua presença é mais vital do que o ar ou o sangue, entendia o claro absurdo. Do reconhecer a própria pequenez, brotava-lhe o consolo, o renovo, respirava a vida.
Porque ele é, ela avalia de si mesma - já sem dor - a dessignificância. Sucumbindo reiterada à existência de um ser maior. Por amor à razão. Por adorar o Sentido, Senhor e Motivo.
Aquele era sempre um momento de libertário temor. Quando, da entrega de angústias, lhe aportava o alívio. À ansiedade, achegava-se sublime paz. E, por ter se despido de suas próprias e orgulhosas incertezas, ela recebia, pela graça, as mais indizíveis roupas brancas e eternas de costura perfeita.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 9 de julho de 2017
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