Ela acordou de sobressalto, entrou na roupa, sorveu café com chiclete de menta e saiu. Ainda assim, já era outubro. Tarde demais para começar o que quer que fosse. Continuavam tic tac os ponteiros que mais um pouco e trariam o ônibus, as pessoas e o movimento. Fechava os olhos e sentia o chão ficando longe longe longe. Igual a tudo que não passava de pensamento. Noventa dias para tentar de novo.
O presente continuava.
Ao redor, por entre narizes e bocas, o ar abastecia a vida. Não a que queria, mas a que é. Desobstante, por detrás dos óculos, a matéria premente futurava aspirações, enraizada. Como a fé de quem sente a ponta da trança.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 2 de outubro de 2016
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