domingo, 24 de abril de 2016

Fresta.

Vou buscar nas batidas do meu coração, e trago para a superfície, uma vez e outra, alguma calma. Como quem procura pedrinhas, mergulhando até o chão da piscina. E volta. Iminente a possibilidade de, em mais, morrer o ar.

Alguma calma. E as cores do quadro continuam as mesmas. Já então, um pouco menos assustadoras. Alguma calma e continuo tensa, concentrada no provável golpe do inimigo, mas encontro leveza no abismo-triz.

Alguma calma e não enlouqueço. Nem esqueço.

Abençoado intervalo entre a sístole e a diástole do pulsar.

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