segunda-feira, 14 de março de 2016

Dedos (des)apontados.

Um dia, a alegria dos lábios que se encontravam virou o conforto de um café quentinho. Nas manhãs cotidianas certas de incertezas. E os carinhos ao pé do ouvido viraram a força motriz do bom ânimo. Os abraços eram promessas e os sorrisos, bombons para as almas.

Que caminhavam confiadamente unidas pelo fio mais fino e tênue. Não fossem soltas e separadas para os lados. Nem amarradas forte demais a ponto de quebrar.

Lado a lado, a passos simétricos, os anos seguiam.

Até quando, do desfiadozinho de um ciúme escondido, a linha rompeu barragens de águas pesadas. Aí, então, só para se defender, os dedos das mãos dadas acusadoramente se desentrelaçaram. Tristes, em riste.

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