O motivo era simples: ela esqueceu de respirar.
Inchado, o peito sufocado buscava ar nos pulmões. Enquanto os olhos fixos em um mesmo e só alguém enxergavam apenasmente, já não mais enviando ao cérebro qualquer registro de um passado que pesava. Pareciam olhos de peixe morto no prato, com um incerto brilho esvidraçado.
Ressabiado, o estômago se recolhia em presságios, aos embrulhos.
O coração batia mais lentamente porque às vezes nos atrapalhamos, quando alarmados.
Agora, a visão se distorce, turvando de luz contornos sombrios.
Os braços se sentem desesperadamente sós: como nunca.
- Mas a lua e os anjos são testemunhas. Eles bem sabem que não é possível. Que não há de ser amor. Tudo não passará de uma displicência boba.
(O ocorrido foi que, esvaindo de si o ar do ressentimento, a enamorada esqueceu de puxar de volta o respiro expirado. Atingindo contra si mesma uma flecha que assassinava orgulhos e feria rancores. Por, imperdoavelmente, perdoar...)
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 1 de novembro de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Poema de Halloween.
Aqui jaz uma poetisa descalça de um pé, procurando o outro sapato. Atrasada até para passar o café, tem no encalço uma pequena filha cont...
-
Quando o meu pior medo pulou da caixa dos temores para o meio da rua era como se esta rua já nem fosse mais tão minha assim. Então, me...
-
Aqui jaz uma poetisa descalça de um pé, procurando o outro sapato. Atrasada até para passar o café, tem no encalço uma pequena filha cont...
-
Talvez eu tenha algo a dizer sobre o tempo que passa que ultrapasse as pequenas ganâncias que moram em mim e querem dominar o mundo. Sempre ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário