Dentro do corpo, algum desejo corria por entre o sangue, a refrescar as células que sorriam ao ouvir histórias de amor. Alienatoriamente. Para esquecerem algum pensamento fixo latente de desfuturo ou dor. A mente, sábia, deixava-se ludibriar. Fantasmagando setimentos desprovidos de razão ou vigência. Como só os sãos conseguem fazer.
Porque naquela noite, longe o tempo e espaço, um atrofiado amor estendera-lhe a mão para que dançassem. Por todo um sonho. Como se em vida existisse para si a possibilidade que ela mesma negou. Aquele então amor, o que em verdade asfixiara.
E a manhã lhe sorria. Largamente. Com a beleza das flores que há tempos dissecara e petrificara tão frágeis. Que um dedo as poderia esfarelar.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
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