As margaridas gargalhavam feito hienas na floricultura, e já era manhã. O saudoso salgueiro enxugava as lágrimas, por chuvosa a noite, encorajado pelo lírio que o fitava de algures.
O ar não cabia em si de tanta esperança. Tudo era doce, puro, real e assustadoramente novo.
Exceto para as margaridas - ainda bêbadas, debochadas e estúpidas - que fofocavam entre risinhos. Não existe seriamente sobriedade em emendar noites nos dias vagando aos bandos, trôpegas e colombinas. Queriam que a loja abrisse logo para paquerar os rapazes, roubando olhares que pertenciam às namoradas. Qual florezinhas levianas e descompromissadas, que eram.
Orvalhado, o lírio laranja agora meditava na cor do céu. O salgueiro afinal se conformava por ter perdido seu grande amor. Ele não pedira, mas amanhecera ainda assim. O sol, em dosada força, aquecia o dia branda e vigorosamente. O seu calor desfazia as nuvens e os rumores de que em algum momento elas pudessem atrapalhar qualquer alguém, com suas dores.
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