domingo, 18 de janeiro de 2015

Sufrágio.



Foi a janela que trouxe o vento que ao invés de ar puro fez-se resfriado. Em sonoros espirros. Então a princesa, sempre presa na mais alta torre do castelo-coração de alguém, irremediavelmente soube que havia um mundo lá fora capaz de contagiar os sãos. Para desespero alheio.

Já não queria as rosas do jardim. Exigia que lhe buscassem mudas d'além mares, e depois bichos, por fim pássaros. Aos quais se agarraria em minguante lua qualquer, livrando-os da gaiola. E consentiria que a guiassem aérea por onde sabiam voar: em rumo de casa.

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