De vez em quando, o vento a afagava. De vez em quando. E era diferente do simplesmente encontrar-lhe o rosto.
Quando o vento a afagava, vinha a pedido de alguém. Invariavelmente doce. Enamorado da brisa. E sempre trazia um recado: que ela não escutava. Mas entendia.
E, naquele dia, aconteceu dele espantar uma lágrima. E fios de medo que maquinavam entremear-lhe os pés, atrapalhando o caminho. Foi quase um espanto, ela viu a temerosa bruma do que não foi passar. Olhou para cima, e a copa das árvores eram galhos aos risinhos de adorável ironia, balançando. Divertia-lhes que os grandes quase medos agora restassem poeirinha de sapato, entregues ao chão marrom. As folhas batiam palmas.
Em volta da praça, no meio da cidade, no alegre coração. Tudo era barulho e paz.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
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