No dia em que ela acordou sem poesia, o cinza espalhou-se pelo quarto, a começar pela fresta por debaixo da porta. No buraco da chave. Por fim, abriu o trinco e entrou.
Foi quando, ao levantar do quarto para o banheiro, a mulher refletiu absurdamente o grito surdo de Edvard Munch no espelho das manhãs. Que se estilhaçou em cacos, que se precipitaram suicidamente ao chão, perto da privada.
E assim se explicam surrealmente os quantos anos de azar que a entregavam às segundas-feiras inevitáveis, ordinariamente cinzentas e literais.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
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