Não era a cartola e umas tantas cartas na manga que faziam a magia do mágico. Nem o suspense, pausado em gotinhas homeopáticas de tambores rufando. Ou mesmo a assistente bonita, com suas roupas coladas e brilhosas.
Ali, à frente da pista. Administrando truques entre bolsos e fundos falsos. Acontecia mágica quando os olhares todos por sobre o mágico, empatizados, sentiam-se também capazes de determinar o curso e o tempo.
Abracadabra. E a bolinha que havia desaparecido reaparecia.
Sopro. E o passarinho branco voava, mas antes era um lenço.
Racionalmente ensandecido, o mágico sutilmente subvertia as mentes, guiando-as por tão doce ilusão. Não importava se impossível. De alguma forma, era real.
Saíam personagens os que entraram plateia no espetáculo. Enquanto o ator principal encerrava a noite com o maior de todos os números: o de fazer as pessoas acreditarem que o improvável, prescindíveis técnicas e compartimentos secretos, seria mera questão de dizer ao tempo alguma palavra mágica.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
segunda-feira, 13 de julho de 2015
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