Acertar um endereço a pé, na cidade dos outros, dificilmente é um caminho solitário. O olhar atento (e brasileiramente desconfiado) nos cerca de impressões de lugares já conhecidos ou dantes desbravados, como para reconhecer ou apropriar-nos de uma nova realidade que nos intimida.
Cercam-nos as recomendações da mãe, da tia, de uma vida inteira de cuidados: olhe para os lados, ande pela calçada, saiba a quem pedir informação. Carregamos indissociáveis sensações. A história. Os motivos. Tudo que nos fez largar - para sempre ou por retalhados instantes - o conhecido.
Saímos de casa para sarar a alma. Para voar mais alto. Para enxertar longe as raízes. Saímos porque precisamos. Por ter o céu no coração.
Então, nos detemos - regressando ou recriando um lar - por amar fincadamente o ficar.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 23 de setembro de 2018
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Poema de Halloween.
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