O mar era aquilo que ela olhava, olhava, e não precisava dizer a ninguém. Emaranhado o cabelo. Pele queimada e já nenhuma maquiagem.
Na praia, de biquíni, ela encarava os fatos como eles são. Com os pés entregues à areia e ao sol quente. Molhados. Quase protegidos pela capinha de lama: areia, água e sal.
Por mais avassaladora que fosse a segunda-feira, por mais enlouquecedor que fosse o retornar ao sempre.
Na praia, as mulheres perfeitas das propagandas de cerveja perdiam todo o encanto. Viravam papel. E, de papel, areia que voa com a poeira. A realidade exposta de si, em exclamação, era que, com o sol, caminhava para cima e para baixo. Absurdamente viva. Inconsolavelmente humilde. E entregue a si mesma o suficiente para não reparar em você, em amor, ou em coisa alguma.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
domingo, 5 de março de 2017
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