No
final do abraço, depois do beijo, terminados os minutos que contavam
horas cheias, ele ia embora sempre. Trocando-a pela parada de ônibus.
Soltando a mão que a ligava ao pertencer. Doendo em falta. Por isso,
ela fechava o portão e subia a escada, com a cara trancada.
Independente. Crescendo em individualidade dentro de si. Sufocando e
espremendo a falta do seu amor que cruzava a esquina, reduzindo-o a
um lapso.
Até
quando ele voltava, depois de um dia ou dois. Renovando-lhe juras.
Mas cruzando, de novo, o portão, à menor ameaça da lua e do
relógio. Distante o dia em que cumprisse a promessa de amor eterno
consumado com anel e festa. Chamando de lindo o rosto com que ela,
enamorada e em fúria, lamentava-lhe um tchau em ultimato.
Restando,
de novo, a si tão só. Presente a noite imensa. Por entre postes e
prédios, a namorada sonhava com castelos, cavalos brancos e homens
decididos.
Coaxavam os sapos.
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