A gente nunca alcança o fim da estrada. Ele, sim, é que nos alcança. Um a um. Sem jamais sabermos como e quando. Se vai dar tempo ter um filho. Ou ver um neto crescer. Se vai dar tempo conseguir aquele emprego (é preciso tanta teima!), de chegar a casar com aquele namorado.
Se vai dar tempo montar um castelo de cartas para, então, assoprar. Encher e chutar tantos baldes de nós mesmos. Que a vida é matéria, e também se gasta. Aos muitos ou aos poucos, todo mundo acaba.
E o mais não sei dizer. Do fim, não conheço. Que das ruas que em mim correm, beiro à calçada.
Desculpe a indefinição de estilo. É que, enquanto escrevo, vem a vida e me troca as canetas...
segunda-feira, 15 de junho de 2015
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